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Famílias Eternas

Regra de Fé 12

“Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes e magistrados; na obediência, honra e manutenção da lei”.

A crença Mórmon ensina o respeito e a submissão às leis de governos seculares, de onde um indivíduo reside. Em Doutrina e Convênios, a seção 134 foi adotada por um voto geral da Igreja em 1835, referente a sua posição com relação a leis e governos. Seguindo a influência dos fundadores dos Estados Unidos, esse documento proclama a crença Mórmon em uma separação de igreja e estado e direitos humanos universal, do qual o direito religioso é um deles.

A crença Mórmon declara que os governos são instituídos por Deus para o bem da sociedade e todos são responsáveis perante Deus por seus respectivos comportamentos para com os seus governantes. Mas ao mesmo tempo, a crença Mórmon implora aos governantes, nas palavras e ideais dos fundadores dos Estados Unidos, para permitir a seus cidadãos o direito à vida, liberdade (especificamente liberdade religiosa), e propriedades. Os cidadãos, em troca, precisam mostrar respeito pela lei. As legislações são criadas para regulamentar e manter a ordem na sociedade, e para punir os atos que infringem os direitos dos cidadãos ou que ameace a soberania do governo, de acordo com a seriedade do crime.

A crença Mórmon também promove a separação da igreja e estado. Influência religiosa não deve ser usada para a execução ou legislação do governo civil. Mantendo a 11ª Regra de Fé, a qual apóia o direito de adorar, nenhuma religião deve se promover acima de qualquer outra, ou exercer autoridade sobre alguém de outra religião. Uma crença Mórmon fundamental é que o arbítrio é um dos dons supremos do homem, o qual precisa ser respeitado. Mesmo o próprio Deus não forçará uma pessoa a agir de acordo com os Seus desejos. A crença Mórmon apenas usa a habilidade de uma religião de punir os seus membros através de excomungá-los ou desassociá-los. Qualquer julgamento que afete os direitos à vida, liberdade ou propriedades é para ser realizado pelo estado, e não pela igreja.

Mantendo-se de acordo com os documentos da fundação dos EUA, a crença Mórmon referente aos governos, se aplicam aos cidadãos o direito de cobrar de seus governantes quando qualquer um de seus direitos forem suprimidos ou violados. E no caso de os direitos de um indivíduo estiver sendo ameaçado e o processo de lei não seja possível ou não seja realizado em tempo hábil, é justificável que alguém defenda a si mesmo, a amigos, e as suas propriedades contra agressões e assaltos.

Seguindo a influência de uma nação a qual permite que ela prospere, a crença Mórmon advoga um respeito mutuo entre cidadãos, religião e governo. O governo deve conceder ao povo direitos básicos, e então as pessoas precisam demonstrar respeito às leis do governo. A religião não deve misturar suas crenças na legislação ou execução das leis, e do governo é esperado que eles assegurem o livre direito de adoração. A separação desses dois pontos está de acordo com os ditos do Senhor, encontrado em Marcos 12: 17: “[…] Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

 

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